quinta-feira, 5 de maio de 2016

"A eterna melancolia do ser..."


Melancolia, minha querida
Tu queimas meu corpo
Encharca meu coração de tristeza
Me faz regurgitar sonhos

Melancolia, minha amada
Me forças a destruir amores
Tortura-me com paixões
Aniquila meus sentidos

Melancolia, minha alma
Reside em mim sem pagar aluguel
Toma teu espaço no vazio infinito
Grita blasfêmias ao eco

Melancolia, minha dona
Tu és meu inicio e meu fim
e ainda assim, insatisfeita
pois quem é humana
sempre quer mais