sábado, 30 de agosto de 2008

A paisagem cinza e silenciosa...


Sozinho em casa, numa cama de sombras
me sento na borda do precipico, olhando...
No abismo se ve a vida e a morte, mas não vejo isso
vejo formas fundas e cinzas, que dançam
e corroem a si mesmas, mudando sua forma.
Acordo de tal pesadelo, mas o infinito se repete...

As formas se tornaram uma montanha cinzenta
que surge por entre os rios de solidão...
Nuvens feitas de pedra voão sobre minha cabeça,
despejando sua chuva de realidade em meu corpo rigido
Dos ossos de um pensamento duro, renasce a pessoa
que se tornou o que hoje sou.

Me sinto sozinho e impotente, mas solidão e impotencia
são irmãos do resto de tudo que do ralo brota.
A partir disso se vive, se pensa, se sobrevive e morre
e dos escombros da pessoas a esperança anda...

domingo, 17 de agosto de 2008

Realidade amorfa e amoral


A realidade é uma visão...
mais me parece uma miragem...
miragem sem cor ou cheiro...
somente uma ilusão...